Dalton Viesti - MARKETING EM FOCO
  

 

                                            É A HORA DE PARTICIPAR

Parabéns à nossa recém-reeleita Presidente Dilma Rousseff e aos vencedores dos cargos executivos para governador e para os legislativos.

As urnas são soberanas e lhes desejo um excelente governo! Embora se constate que metade da população não tenha votado no PT, e aconteceu o mesmo com o PSDB, somos todos brasileiros e democratas, reconhecemos suas vitórias e desejamos que estes governos sejam de muitas realizações. O povo brasileiro, no Brasil e seus estados, exigem e merecem.

Estou muito feliz de ter vivido este momento histórico no Brasil onde, mais uma vez, participamos de uma festa democrática bastante intensa e muito acirrada, com pouquíssimos precedentes no nosso país. Em nossa história, o povo brasileiro venceu a ditadura, lutou pela democracia, teve a oportunidade de ver o fortalecimento das instituições, venceu a hiperinflação, viu os trabalhadores participarem do governo e, com isso, avançamos. Por isso, entendo que nesta eleição vivemos momentos que jamais esqueceremos.

Entendo também que cada vez mais o país deve amadurecer e caminhar na direção de uma democracia sólida. Não poderemos mais abrir mão deste caminho.

Ficaram claras as divergências de quem votou e quem não votou nestes partidos, e sabemos agora onde devemos realmente cobrar o que está errado e ao que realmente devemos nos unir. Também ficaram claras, principalmente pra mim, as divergências de posicionamentos e métodos políticos que devemos combater, e as ações que devemos incentivar as mudanças.

Concluímos que “o país do vale tudo” deve acabar, muito embora ainda estivessem presentes neste pleito e, além disso, percebemos que a disposição para a união e o diálogo deveria ser a tônica de um mandato governamental, coisa que infelizmente não vimos ainda, mas felizmente mencionado agora no discurso da recém-reeleita presidente, mas ainda não nos estados.

As divergências que precisamos combater e que estiveram no cerne desta festa, em minha opinião, foram: a prepotência, a corrupção desmedida, a falta de diálogo com os movimentos sociais, o uso da máquina ou o aparelhamento, as mentiras, as calúnias e o cabresto sobre os mais necessitados, necessitados estes que deveriam ser o alvo das políticas sociais e não usados como massas de manobra, produzindo medo e incerteza nesta população. Sinto que precisamos combater sem precedentes neste país a prepotência, a corrupção, a locupletação, as benesses e o aparelhamento do governo. Precisamos urgentemente fazer a reforma política.

Outra coisa que sentimos falta: a transparência. A falta da informação correta e verdadeira sobre suas ações governamentais, principalmente escondidas em seus mandatos anteriores, visto que neste período obtivemos desinformações e as contra informações, ou seja, precisamos de uma gestão mais efetiva, ética e os brasileiros como beneficiários.

Com este pleito acredito que uma oposição coerente, forte e fiscalizadora deverá (ou deveria) nascer a partir de hoje em todas as esferas. Precisamos todos nos colocar nesta missão, a fim de podermos aplaudir os avanços que forem conquistados e repudiar, denunciar e fiscalizar a forma, os meios e as estratégias usadas pelos políticos até hoje.

 

Está na hora de sermos partícipes deste processo e não mais assistentes passivos! Não podemos aceitar mais isso seja de que lado estiver. É errado? ninguém pode fazer, pois quem perde somos nós!

 

Que tenhamos quatro anos de melhorias em nosso país, sucesso a todos que ganharam, mas vamos fiscalizar.

 

 



Escrito por Professor Dalton Viesti às 1h17 AM
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PROCURA-SE UM LÍDER

 

Atualmente não há como separar a condição política de um país, de sua abordagem econômica! Fazendo uma analogia:

Por biografias percebemos que grandes condutores de empresas, por exemplo, Lee Iacocca e Jack Welch, conseguiram sucesso ao aliar um bom desenvolvimento empresarial com a satisfação e atendimento das necessidades de seus clientes. Mas veja que, assim como temos histórias de sucesso, temos também casos de insucesso, como por exemplo, da Enron e do Banco Panamericano, que nos ensinou que, mesmo sendo grandes empresas, se mal administradas e espoliadas levam seus clientes e administradores ao descrédito e a empresa à bancarrota.

Pois bem, sabemos que depende do presidente (CEO) que sua governança seja bem conduzida para que, além de conseguir uma credibilidade de seus gestores, leve a empresa ao sucesso. Além disso, suas políticas são bem planejadas e bem definidas regulando o bom uso de seus recursos, exigindo boas políticas de segurança contra eventuais fraudes e uma eficiente aplicação de seus lucros conduzindo a empresa a mais sucesso.

Quando levamos isso para a esfera governamental, percebemos que é importante termos um representante governamental com as características de preocupação com o bem comum, que chamem pessoas boas para gerir o desenvolvimento de seu país e com competências e ações que supram a população que ele atende. Claro que tenho consciência que estamos falando de algo maior e mais complexo que uma empresa, porém, traço paralelo apenas para efeitos comparativos.

O problema é que a máquina governamental brasileira NUNCA foi administrada com seriedade para o bem coletivo! Avanços foram conseguidos em soluços, mas, semelhantes às histórias das empresas familiares no Brasil, concluímos que sempre pensaram mais na locupletação de seus parentes e agregados, do que com o mercado ou com seus clientes. Uma espécie de vale tudo!

Quando uma empresa familiar quer sua perpetuidade, as medidas emergenciais dependem da política de condução dos negócios a partir de seu patrono (Líder). É dele que emana as principais decisões quanto a quem colocar ao seu lado, afastar os jogos de poder e exigir uma política de seriedade e condução firme conforme seus princípios e valores, profissionalizando-a ou não.

Ao lermos uma análise bem articulada, como vemos, por exemplo, em José Arbex Jr., um socialista histórico, nos faz crer, ou nos fez crer, que seria possível percorrer caminhos ideais e que deveríamos caminhar na direção da satisfação da sociedade (clientes), com instituições (colaboradores) e mercado (economia) prósperos. Porém, o líder que alçamos ao poder acreditou que poderia fazer tudo isso pela simples vontade de um idealista, e que no final acabou por criar monstros, que ao alimentá-los, cresceram e não teve mais como controlá-los. Dizem que onde há muito dinheiro há no mínimo negligência e descaso! Restou-nos um país espoliado, sem a mínima condição!

Neste país, carente de todo tipo de infraestrutura para seu crescimento, precisávamos de uma condução econômica que tivesse levado em consideração as atuais necessidades de desenvolvimento e, além disso, que suprisse a carência de cuidados básicos por meio de uma liderança que expressasse a seriedade que precisávamos para a condução desta política. Porém, o que vimos? Um líder que, inebriado pela sua vaidade, entrou no jogo de poder para construir a perpetuação de um estado político, que mal havia ainda mostrado seus efeitos, causando assim uma ruptura na sua credibilidade e de sua equipe, jogando toda a esperança depositada no novo pelo ralo, colocando-os na mesma vala comum dos demais!

Sentiu-se essa derrocada, principalmente, quando nomes históricos abandonaram o barco do governo, logo após estes fatos virem à tona, e não podemos dizer que foi por conveniência política, pois estamos falando de notáveis e históricos como: Luiza Erundina, Plínio de Arruda Sampaio, Cristovam Buarque, Heloísa Helena, Chico Alencar, Helio Bicudo, Leandro Konder, Nelson Coutinho e, com algumas restrições de ordem prática por parte deste que vos escreve, a inteligência de Sergio Lessa. A partir disso a equipe ficou hibrida e uniu-se com o que tinha de pior, Maluf, Sarney, Collor, Renan Calheiros, comparou-se com privatas, como se dissessem: “eles fizeram e não aconteceu nada, porque só eu!”, fora a ameaça que ainda cerca o nome de Lula, com várias suspeitas de fraudes, dele e de seus familiares.

Como uma boa administração sobrevive com tudo isso! Hoje um joga lama no outro e não se distingui mais quem é quem!

É hora de renovar e chamar de volta nomes históricos, formar quadros novos e lançar nomes novos. Tudo bem, ficaremos ainda carentes de um grande líder, pois a volta de Lula seria uma catástrofe, mas surgirão outros! Meu caro José Arbex, discordo quando diz que o problema está na conjuntura, pra mim está na gestão, na condução e na liderança, infelizmente! Procura-se um líder!



Escrito por Professor Dalton Viesti às 4h27 PM
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 DISCUSSÃO FINAL SOBRE A PEC 37!

  

 

 

 

 

 

Eu adoro a democracia! Veja que o caso da PEC 37 ainda é discutido até hoje e muito pela falta de informação, ou excesso de informação ou entendimento literal da palavra investigação ou simples versão de interpretação da Constituição que permite exatamente isso, várias leituras! Por isso, na democracia a discussão é muito importante! Mas discussão exige conhecimento, interpretação dos termos utilizados e da cultura política de um país. Falo isso porque, sobre a referida PEC, se você ler o parecer do MP você verá que a PEC seria nefasta, visto que ela tiraria poderes do MP de investigar para que seu julgamento pudesse ser imparcial e disse que, se a palavra "exclusividade" fosse aprovada, a PF e PM excluiriam o MP das investigações e eles teriam que julgar sobre provas e materialidades que eles nem participaram comprometendo o julgamento. Já a OAB defendeu a PEC 37, pois disse que ratificaria a constituição, visto que o MP não poderia investigar, pois os condutores das investigações deveriam ser exclusivamente os delegados de polícia. Já o jurista Ives Gandra Martins, ontem no estadão, disse que a PEC era inócua, não servia pra nada, visto que a Constituição já era clara o bastante para dizer que a investigação é de caráter policial e que não tirava do MP aquilo que ele já não tinha! Por isso, a preocupação era infundada. Mas agora, considere alguns fatores nesta discussão: Se a PEC não servia pra nada, porque foi editada e ainda foi para votação? Porque o MP se preocuparia com a PEC se eles, como juristas, sabiam de seus poderes constitucionais? Porque a OAB viria a público defender a PEC, se eles sabiam que a palavra "exclusividade" não mudaria em nada? Porque, só depois da PEC ter sido derrubada, o Sr. Ives Gandra resolve falar sobre a inocuidade da PEC? E porque o ex-ministro José Dirceu fez questão de colocar esta análise em seu blog? Então aí vai minha versão: o problema foi o mau entendimento das palavras "exclusividade" e “investigação” e que a PEC deveria ser derrubada SIM! As polícias têm, e sempre tiveram o dever de conduzir uma investigação criminal, uma investigação de materialidade e avaliação sobre as questões técnicas (IML e polícia científica), assuntos que não são especialidade do MP. Porém a palavra “exclusividade” e “investigação”, colocada na PEC está de uma maneira pela qual cabe outra interpretação: Impedir, com a ação do poder policial, o MP de acompanhar (leia-se investigar) a condução das investigações policiais e até influenciar na busca da materialidade necessária para o bom andamento dos processos criminais, impedindo o MP de funcionar como o fiel da balança ao supervisionar esta ação. Neste caso, com a PEC, as polícias não teriam quem os supervisionassem, visto que as polícias são orgãos ligados ao executivo e o MP ao legislativo e perderiam na correlação de forças. Com a queda da PEC o equilibrio de forças está mantido e o papel da polícia e do MP estão ratificados! Ou seja, está como antes estava, mantida a redação original da Constituição Federal! Acredito que não há mais o que discutir! Ou estamos num país onde a cultura das interpretações são sempre pelo bem?



Escrito por Professor Dalton Viesti às 1h47 AM
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5 Vantagens de Ser Pequeno (Sebrae)

5 vantagens de ser pequeno
Exame.com - Daniela Moreira
Atendimento personalizado ao cliente, agilidade para mudar e ambiente inovador são diferenciais das empresas menores

Escala, poder de barganha, capacidade de investimento, projeção da marca. Essas são características que muitas vezes colocam as grandes empresas em situação de vantagem sobre as menores na hora de competir pelo mercado. Mas ser pequeno também tem seus benefícios. Saiba quais são eles e confira as dicas de especialistas para aproveitá-los melhor.

1. Atendimento personalizado: Uma das vantagens de ter uma estrutura enxuta é a proximidade que o alto comando da empresa tem dos clientes. Usando isso a seu favor, o empreendedor pode oferecer produtos muito mais customizados às necessidades dos consumidores e se diferenciar no atendimento. “O pequeno gasta muito menos para dar um suporte mais personalizado para o cliente e ele valoriza isso”, destaca a professora Dariane Castanheira, do Proced/FIA.

2. Agilidade para mudar: Ser pequeno permite que um negócio se movimente com maior agilidade para reagir a mudanças no mercado e atender a novas demandas do cliente. “A facilidade de adaptação é muito maior. Se você muda um produto ou reformula a estratégia da empresa, é muito mais fácil organizar a força de vendas para responder a essa alteração. Nas grandes, há um cuidado enorme com a comunicação”, aponta Dalton Viesti, coordenador de graduação da Trevisan Escola de Negócios.

3. Ambiente propício à inovação: Grandes empresas como Google e Microsoft frequentemente compram jovens negócios para trazer inovações para dentro de casa. O motivo por trás desta estratégia é que, apesar dos recursos mais abundantes, os processos nas grandes corporações tendem a ser mais lentos e burocráticos do que nos pequenos. “O ambiente mais compacto favorece a troca de ideas. O funcionário nem precisa bater na porta do presidente da empresa – em geral eles trabalham juntos, almoçam juntos. A informalidade facilita o processo”, aponta Viesti. Outro fator que torna os menores mais propensos a apostar em novas ideias é que o impacto do fracasso tende a ser menor. Sem acionistas cobrando resultados ou analistas acompanhando de perto os números da empresa, ela fica mais livre para fazer movimentos ousados. “Em geral, tem menos coisas em jogo, portanto é mais fácil arriscar”, resume Evandro Paes dos Reis, professor de empreendedorismo e inovação da BSP.

4. Diversidade de recursos: O pequeno empreendedor tem acesso a uma série de linhas de crédito específicas. Programas de subvenção econômica do governo, como o PRIME, da Finep, por exemplo, oferecem inclusive recursos não-reembolsáveis (ou seja, que não precisam ser devolvidos) para jovens negócios inovadores. “Se souber vender bem a sua ideia, o empreendedor pode conseguir acesso a crédito mais barato”, destaca Dariane. Os investidores anjo e fundos de capital semente e venture capital, que crescem cada vez mais no Brasil, também são uma opção para captação de recursos à disposição dos pequenos. Em troca de uma participação no negócio, eles injetam capital para fazê-lo crescer mais rápido.

5. Atração de talentos: Embora nem sempre possa oferecer os mesmos salários e benefícios que as grandes corporações, as pequenas empresas inovadoras tendem a atrair profissionais jovens, que buscam flexibilidade e autonomia, além de oportunidade para crescer rápido.
“Cada vez mais as pessoas procuram a liberdade para fazer o que gostam, mesmo que isso signifique ganhar menos”, destaca Reis. “As grandes empresas às vezes frustram os talentos, porque é tudo muito amarrado, muito padronizado”, explica o professor. Outra vantagem é que, mesmo com políticas de benefícios menos abrangentes, as pequenas muitas vezes conseguem distribuir lucros de maneira menos burocrática, podendo remunerar e incentivar os profissionais de acordo com o desempenho de cada um, aponta o professor.

FONTE: http://www.proteger.com.br/novidade/6218



Escrito por Professor Dalton Viesti às 12h48 PM
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Quanto custa tratar bem o cliente? - Dalton Viesti **

Quando falamos de clientes e como tratá-los bem, a empresa é obrigada a se perguntar: quanto isso custa? Discutimos muito, quase diariamente, sobre a importância de buscarmos o equilíbrio necessário entre tratar bem o cliente e a perfeita administração do custo desta atividade. Mas o problema não é entender isso, mas saber como fazer.

Ter controle sobre suas atividades através das ferramentas de fluxo de caixa, do lucro operacional, do custo fixo, do custo variável e do custo total é imprescindível. Empresários e gerentes de hoje em dia, quando falam em obter lucro em suas empresas, a primeira conta que eles fazem é: R – C = L, ou seja – receita menos custo é igual a lucro. E é claro que para aumentar lucro, deve-se reduzir custo, correto? Bem, matematicamente sim, mas reduzir custo pode implicar em perda de qualidade. Infelizmente, na maioria das vezes, esse é o resultado.

Outra maneira de ter mais lucro é aumentar receita, mas como fazer? Aí está a distinção entre o grande administrador e o tradicional. A redução de custo se dá pelo efeito da diluição do custo fixo por uma maior quantidade produzida, reduzindo, assim, o custo total e aumentando o lucro operacional.

Um pãozinho custando para o cliente, por exemplo, R$0,30 cada, o padeiro conseguia vender uma quantidade de 5 mil pãezinhos por dia. Porém, ao reduzir o preço de seu pãozinho para R$0,28, passou a comercializar 5.500 pãezinhos/dia. Com isso, ele conseguiu vender mais, aumentando sua receita, diminuindo, ao mesmo tempo, seu custo e ampliando seu lucro. É claro que para se chegar a esse resultado os cálculos precisaram ser feitos com acuracidade.

Além disso, também é importante avaliar o fluxo de caixa de sua empresa. É através desta ferramenta que verificaremos se teremos dinheiro suficiente para investirmos no aumento da nossa produção, para reduzirmos o custo final conforme colocamos. O fluxo de caixa é como se tivéssemos que manter uma caixa d’água sempre em um certo nível, de preferência cheia. Isto requer que tenhamos um fluxo de entrada sempre em maior velocidade que o ritmo de saída. Enfim, o prazo médio de retorno financeiro tem que ser menor que o prazo médio de pagamento da contas.

O setor financeiro da empresa deverá trabalhar em favor do atendimento de uma necessidade do cliente, buscando sempre uma maior e melhor forma de atendê-lo, porém com um maior resultado financeiro para companhia.

Todas as atividades de uma empresa deverão estar comprometidas com os resultados positivos para a empresa e para o cliente, na medida certa para ambos. Para isso, quando for oferecer algo ao cliente, sempre pergunte: quanto isso custa? E sempre dividir meio a meio.

Autor: * Dalton Viesti é coordenador de graduação da Trevisan Escola de Negócios.



Escrito por Professor Dalton Viesti às 11h36 AM
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Desenvolver habilidades é essencial

Muitos já devem ter ouvido a história do sapo fervido – este animal dentro de uma panela com água adapta-se rapidamente à sua temperatura interna. Se colocarmos esta panela ao fogo, o sapo irá se adaptar a sua temperatura lentamente, mas infelizmente morrerá, pois com sua alta capacidade de adaptação, quando perceber que a temperatura está muito alta, já será tarde, não tendo tempo para qualquer reação.

Esta fábula nos mostra que muitas vezes algumas habilidades que parecem ser úteis podem ser fatais em algumas ocasiões, e que devemos estar bem atentos para que não estejamos numa panela com água próximo de sermos fervidos.

Para isso, precisamos desenvolver as habilidades corretas para o desenvolvimento de nosso trabalho, a fim de não perdermos o foco do que realmente seja importante na empresa.

A principal habilidade a ser desenvolvida é a de perceber quais são as atividades importantes que sua empresa executa e quais são os pontos que devem ser monitorados e desenvolvidos, tanto internamente como externamente.

Os novos conhecimentos estão tornando muitas das nossas maneiras de ser e de fazer antiquadas. Quem imaginava trocar as fitas cassete por DVD, discos de vinil por CDs, bips e pagers por telefones celulares, isso para falar o mínimo. E na sua empresa, o que está sendo ou está prestes a ser descontinuado?

Esta habilidade de perceber as tendências e de estarmos atentos a todas as movimentações do nosso mercado vai evitar que nós sejamos fervidos, ou eliminados do mercado prematuramente.

As empresas estão usando todas as ferramentas possíveis e imagináveis para que esta capacidade de estar sempre alerta não se perca: terceirizações, consultorias e cursos de especialização, basicamente.

Enxergar essas movimentações, perceber o que realmente é importante e se manter vivo neste mercado vai depender da nossa capacidade de adaptação, mas sem deixar de atentar para a água fervente que pode estar a nossa volta. Como o sapo na panela.

*O autor é coordenador de graduação da Trevisan Escola de Negócios e consultor de empresas.

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=4&id_noticia=345034

 



Escrito por Professor Dalton Viesti às 5h22 PM
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TECNOLOGIA É AVANÇO, CERTO?  VEJA BEM...

 

Quando eu falava da importância do preparo dos executivos para a boa administração, percebi que neste artigo não poderia deixar de falar sobre um assunto, muito discutido e que vivenciamos diariamente: a tecnologia. Essa é uma palavra que ouvimos muito e que de tanto ouvir já nem mais a percebemos.

Tecnologia, pelo que ouço em discussões, é sempre confundida com ter máquinas de última geração, como ferramentas, na empresa. Experimente perguntar a um colega seu: sua empresa tem tecnologia? Perceba que a maioria responderá que tem computadores, celulares e novas máquinas na empresa, mas tecnologia está longe de ser a posse ou o uso destas máquinas. Tecnologia é o que precisamos para construí-las. Estas máquinas são inputs da sua empresa e não os outputs (resultados).

No Dicionário da Língua Portuguesa a palavra tecnologia significa: Conjunto de conhecimentos; a totalidade do conhecimento que se aplica a um determinado ramo de atividade; conhecimento científico aprofundado sobre um determinado assunto. Isso significa que, quando conhecemos um assunto profundamente dizemos que detemos esta tecnologia. Com atenção você perceberá que sua empresa, quando vai bem, domina a tecnologia no ramo que ela atua. As máquinas apenas facilitam e dão eficiência a algumas das atividades que compõem este conhecimento. É o bom uso delas, focado no conhecimento que sua empresa possui do mercado (tecnologia), que se produzirão os resultados. Perceberam!

Durante a década de 80 no Brasil, tínhamos uma política tecnológica que privilegiava as reservas de mercado, por exemplo, em computadores. O governo usava como desculpa o incentivo a indústria brasileira e passava a dificultar também a entrada de outras inovações estrangeiras.

Por causa disso ficamos 10 anos amargando uma inovação lenta, preguiçosa e paternalista, onde todas as nossas inovações continuavam na “Lesma Lerda”, enquanto o mundo andava a passos largos.

Com a abertura de mercado no início dos anos 90, promovida pelo então presidente Fernando Collor de Melo, e com a filosofia mundial da globalização, tivemos que nos apressar para absorver os avanços tecnológicos. Literalmente correr atrás dessas tecnologias. Nós brasileiros conseguimos responder, como heróis, às necessidades das nossas empresas, pois tivemos pouco tempo para aprender muita novidade, a um custo que só nós sabemos quão alto foi. “Não é caro leitor?”. Quanto tempo você teve para aprender tudo isso? Dez anos para aprender o que o mundo aprendeu em quase vinte. E se não aprendeu, perdeu o emprego!

Hoje estamos em dia com a tecnologia mundial. Parabéns brasileiros, nós conseguimos nos adaptar e acompanhar 20 anos de tecnologia mundial em apenas 10 anos.

É claro que com isso adquirimos a cultura da tecnologia. Quer dizer, tudo que é novidade nos atrai. Como resultado disso, estamos sendo considerado mercado prioritário das novas tecnologias e grandes fomentadores, capazes de desenvolver novas tecnologias.

A velocidade de implantação das novas tecnologias nas empresas brasileiras e até entre nós pessoas comuns, aumentou muito. Minha filha reclama: “meu celular tem poucos recursos! Preciso de outro!” Será que ela realmente precisa? Precisa! É a evolução da tecnologia no nosso dia a dia.

E estamos construindo mão de obra qualificada para isso? Ainda não na quantidade suficiente! Estas pessoas estão saindo das grandes empresas que já estavam acostumadas com as novas tecnologias e das universidades, que precisaram apressar-se para preparar seus estudantes para estes novos conhecimentos. Mas, o mercado em geral, ficou com foco ainda no “Business” não na tecnologia.

Somos atualmente grandes consumidores de novas tecnologias. O que está sendo difícil de controlar é a ansiedade pelas inovações e novas informações geradas pela tecnologia.

Caro colega, esteja atento e vigie! Quando estamos ávidos a comprar novidades somos presas fáceis para os ilusionistas e mal intencionados tentando nos vender o charlatanismo tecnológico que tem cara de novo. Cuidado! 

 

Dalton Viesti é consultor de empresas e professor da Trevisan Escola de Negócios, Coordenador dos Cursos de Tecnologia em RH e MKT da Unisantanna e da Universidade São Francisco. Siga-me no Twitter: www.twitter.com/dviesti ou para contribuições ou comentários mande um e-mail para dviesti@yahoo.com.br

 



Escrito por Professor Dalton Viesti às 2h26 PM
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POR ONDE ANDA O PROFISSIONALISMO? II

 

Nesta semana fui à colação de grau do meu filho! Formou-se jornalista!

Num país cujas pessoas que conseguem terminar um curso superior são consideradas parte de uma elite, que soma menos de 10% da população brasileira, já é motivo suficiente para sentir-se orgulhoso.

Porém, na colação, ouvi um discurso proferido por uma formanda de jornalismo repudiando à lei que foi aprovada pelo STF (que tramita há anos) que não é mais necessário um diploma de jornalismo para tornar-se jornalista. Num primeiro momento a gente se contamina com a indignação, porém o fato de ser administrador forçou-me a pensar diferente dos demais e me perguntei: É o diploma que faz o profissional, ou é o profissional que faz sua profissão!

Sou administrador há anos! Formei-me em administração em 1982 e, nesta época jovem ainda, tinha a clara convicção que iria garantir meu espaço entre os melhores administradores e ocupar as melhores posições nas empresas. Quando me formei administrador fiquei tão decepcionado quanto à aluna que proferia o discurso, pois percebi que os melhores cargos de administração, na época, eram ocupados por engenheiros, arquitetos, matemáticos, etc..., todas as formações exceto administração (um número muito reduzido até hoje).

Agora, pare para pensar e imagine se você quisesse abrir um negócio próprio e não fosse permitido, pois teria que ter um diploma de administrador para fazer isso, ou se um profissional fosse transferido das suas atividades técnicas na empresa para trabalhar no escritório, não poderia, a menos que tivesse título de administrador. Se fosse assim, nós administradores poderíamos tirar todos os donos de empresa do cargo de presidentes, os administradores sem faculdade deveriam ceder seus empregos para os formados e, assim uma legião de administradores ocuparia todos os cargos administrativos nas empresas. Aí então engenheiros seriam apenas engenheiros, jornalistas seriam apenas jornalistas e assim por diante. Se pensar por este lado, continua sendo absurda esta lei permitindo que profissionais de outros cursos e pessoas não formadas possam atuar? Eu respondo: Não! Não é absurda! Vamos olhar por dois ângulos:

Primeiro - Façamos um cálculo geral: no Brasil somos 180mi de habitantes. Apenas 10% da população têm ensino superior, isso representa 18mi de pessoas formadas. No balanço temos de um lado 18mi com qualificação profissional e do outro 162mi de pessoas que não tem curso universitário, ou seja, sem qualificação técnica.

Imagine o coro, como se fosse uma torcida, se de um lado 18mi gritassem: queremos exclusividade! E do outro lado 162mi gritassem: queremos continuar trabalhando, pois até agora não estudei e me dei bem! Em termos de torcida, já perdemos!

Olhando desta forma o ensino superior seria mais uma ferramenta de dominação das elites que nós ainda não podemos permitir. Hoje a profissão de dentistas, médicos, engenheiros, farmacêuticos, embora tenha feições exclusivas, o que vemos: População se automedicando, farmacêuticos sendo contratados apenas para assinar alguns papéis na farmácia, engenheiros emprestando seus nomes para casas construídas por mestres-de-obras. Num mundo onde a maioria ainda não possui qualificações depara-se com distorções desta natureza. O dia que inverterem-se estas estatísticas aí sim se pode começar a exigir a formação profissional na atividade.

Segundo - Enxergo que para exercer seja qual for a profissão, inclusive as de jornalista e de administrador, exige-se também um alto grau de cultura, conhecimentos gerais, muita leitura, facilidade de expressão, respeito pessoal, um bom relacionamento interpessoal, um excelente networking, respeito de seus pares e uma boa dose de experiência.

Os administradores já perceberam há muito tempo que o estudo não está somente na formação profissional, mas também nas qualificações adicionais que fazem os bons profissionais em sua área de atuação.

Por isso, devemos sim exigir, todos nós, como cidadãos conscientes, mais oportunidade para a educação, mais leis que garantam nosso direito de estudar e melhores políticas públicas para o ensino no nosso país, aí sim teremos um mundo um pouco melhor e mais justo, e não exigirmos exclusividade profissional pela formação. Vamos ajudar o Brasil a melhorar!

Para sua vida profissional continue investindo mais em sua preparação, lendo mais, informando-se adequadamente, estudando e trabalhando muito para qualificar-se cada vez mais em sua profissão tentando melhorar este mundo competitivo, injusto e seletivo.

Um abraço a todos!

 

Dalton Viesti é consultor de empresas, professor do MBA da Trevisan, da FAAT, da Universidade São Francisco e coordenador dos cursos de RH e MKT da UniSant’Anna.

Para contribuições ou comentários mande-me uma mensagem. Acompanhe-me no twitter: http://twitter.com/dviesti

 



Escrito por Professor Dalton Viesti às 11h04 PM
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ONDE ANDA O PROFISSIONALISMO?

 

Quando estiver na empresa olhe para o lado e responda: você contrataria este seu colega de trabalho? Só não precisa responder em voz alta, apenas pense.

Se esta empresa fosse sua e disso dependesse o seu futuro seria exatamente com estas pessoas com quem você trabalharia?

Você já teve que abrir mão de um profissional mais qualificado por causa do preço desta mão de obra?

Imagine você contratando um pintor para sua casa onde você tem a opção de escolher entre um bom profissional que lhe cobre R$ 3.000,00 e outro sem muitas referências por R$ 1.500,00. Qual deles você escolheria?

É claro que isso é apenas uma provocação para fazê-los pensar sobre escolhas de profissionais as quais você está exposto! Note que sempre fazemos escolhas baseadas em nossas condições do momento, necessidades de conhecimento técnico ou interpessoal, e até, algumas vezes, baseados em nossa personalidade e crenças, focando-nos em qual trabalho precisa ser realizado, sua importância e urgência.

Você conhece alguém que lhe tenha dito: “Não vejo a hora de sair desta empresa e trabalhar com o que eu realmente gosto!”.

Afinal, você é profissional de que área?

Uma vez ouvi de uma pessoa: “Estou desempregado! Você conhece alguma empresa que está precisando de um funcionário?” Eu perguntei: “O que você faz? Você quer trabalhar com o que?” E esta pessoa me respondeu: “Faço qualquer coisa, sei lá, o que vier eu pego, estou desempregado mesmo!”.

Muitos se perguntaram, porque o técnico Luxemburgo foi treinar o Real Madrid em 2005? E por que ele ganhava um salário tão alto?

Eu respondo: Por pura competência profissional! Você podia até não gostar dele, achá-lo arrogante, mas profissionalmente falando, era indiscutivelmente o melhor técnico de sua geração! Imagine o Luxemburgo dizendo: Não tem emprego como treinador de futebol? Então eu aceito treinar o time de vôlei, ou de natação! Não seria um absurdo?

Será que nas empresas isso é diferente? SERÁ?

A globalização tem forçado uma mudança nas empresas e com ela as relações de empregos também. Segurança? Nunca mais! Está ficando cada vez mais curto o tempo de trabalho das pessoas nas empresas, enquanto a exigência de profissionalismo está aumentando.

Por isso a palavra profissional, dentro das empresas, ganhou uma conotação muito mais ampla do que costumamos interpretar. Ser um PROFISSIONAL em sua atividade, daqui pra frente, será a sua principal vantagem competitiva em relação aos outros empregados no seu ramo, pois garantirá sua empregabilidade.

Mas, afinal, o que é ser um profissional e o que devemos fazer para garantirmos nossa empregabilidade? Pois aqui vão algumas dicas, sem querer esgotar o assunto, para que você possa iniciar o seu caminho rumo ao profissionalismo:

1.      Domine a técnica sobre sua área de atuação;

2.      Desenvolva habilidades e acompanhe os novos conhecimentos (quem não sabe fazer, não sabe comandar);

3.      Trabalhe a adaptação de seus conhecimentos a várias atividades empresariais;

4.      Quebre seus próprios paradigmas quanto ao nome do cargo (é melhor ter o cargo de gerente ou ganhar como tal?);

5.      Mantenha um arquivo de todos os seus trabalhos e um network de todos os seus “clientes”;

6.      Seja honesto no que você diz que faz (se disser que faz, faça mesmo!);

7.      Aprenda que tudo que tem valor pode ser vendido e terá comprador, e;

8.      Venda seu trabalho com maestria;

Atenção: este assunto não para por aqui, vou explorar melhor o tema, tão instigante e necessário, em vários contextos diferentes. Até lá!

 

Dalton Viesti é consultor de empresas, professor do MBA da Trevisan, da FAAT, da Universidade São Francisco e coordenador dos cursos de RH e MKT da UniSant’Anna.

Para contribuições ou comentários mande-me uma mensagem. Acompanhe-me no twitter: http://twitter.com/dviesti

 



Escrito por Professor Dalton Viesti às 6h05 PM
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OS NECESSÁRIOS COMANDO E FIRMEZA DE PROPÓSITO NAS ORGANIZAÇÕES

 

Neste final de semana resolvemos almoçar fora. O processo de decisão de onde iríamos comer já foi algo bastante traumático: O que vamos comer? Quanto poderíamos ou estaríamos dispostos a gastar? Qual restaurante seria o melhor?

Comecei a perceber que se alguém não tomasse as rédeas da decisão ficaríamos horas discutindo. E é claro que quem tomou a decisão foi minha mulher dizendo: nós vamos para uma churrascaria! E escolheu o nome!

Após esta decisão percebemos algumas resistências e pequenos descontentamentos, mas logo estávamos todos dispostos novamente a enfrentar o desafio. O próximo obstáculo foi a fila que tivemos que enfrentar, pois como o restaurante estava lotado tínhamos que esperar por aproximadamente 30 minutos, no mínimo, para obter uma mesa para quatro.

E é claro que, após 20 minutos de espera, os ânimos começaram a esquentar e a culpa logo caiu em quem tomou a decisão de almoçar naquele local: minha mulher! Todos nós já começamos a criticá-la: viu a escolha que você fez? Se tivesse ouvido minha sugestão já estaríamos almoçando! Olha que escolha horrível que você fez! O mais incrível é que ela, impassível, chamava-nos à atenção com energia, mas calmamente como se tivesse a certeza que aquela era realmente a melhor decisão que pudéssemos ter tomado, sem provocar discussões e sem tecer maiores explicações. E é claro que com pouco mais de 5 minutos de espera fomos chamados para a nossa mesa. E que maravilha de almoço tivemos, comida excelente, serviço de boa qualidade e rapidez suficiente para nos deixar a vontade.

Obviamente esta história não serve apenas para que vocês saibam o que eu fiz no final de semana, mas para que eu pudesse traçar um paralelo e lhes dizer que o acontecido conosco em um almoço, acontece também nas empresas.

Quando se assume o ônus de ser o dono ou o chefe de uma organização e tem-se o poder de tomar decisões sobre o destino da organização e de seus colaboradores, deve-se estar preparado para que haja, por parte dos colaboradores, alguma deserção, algum descontentamento ou ceticismo, principalmente se houverem dificuldades no andamento do plano proposto.

Por isso é imprescindível ao empreendedor ou gerente do negócio que ele tenha muita firmeza de propósito quanto ao rumo que ele está escolhendo para a organização, não demonstrando fraqueza, mas sim tendo certeza que o caminho escolhido é o melhor, pois aí sim conseguirá passar a mensagem a seus colaboradores que o caminho a seguir é este. Quanto ao resultado final só o tempo poderá dizer se ele estava certo ou errado.

A percepção natural é de que todas as propostas que não vão de encontro à vontade da maioria, possuem a tendência, inicial, de serem rejeitadas por medo ou insegurança quanto ao seu sucesso.

Dalton Viesti é consultor de empresas, professor do MBA da Trevisan, da FAAT, da Universidade São Francisco e coordenador dos cursos de RH e MKT da UniSant’Anna.

Para contribuições ou comentários mande-me uma mensagem. Acompanhe-me no twitter: http://twitter.com/dviesti



Escrito por Professor Dalton Viesti às 10h06 PM
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DESEJOS E NECESSIDADES. QUAL A DIFERENÇA?

 

Vejam como é engraçado constatar que tudo o que precisamos para nossa sobrevivência e até desfrute próprio encontramos disponível no mercado no momento em que quisermos ou precisarmos. Interessante como este mercado consegue antecipar nossos desejos e nossas necessidades.

Um colega dizia: “Hoje quero comer comida Árabe!”. Rapidamente identificava onde tinha e dirigia-se até lá.

Decidi experimentar. “Quero comer comida Indiana!”. E não é que sem muito esforço encontrei o local em pleno almoço, aberto ao meio-dia!

Porque será que isso acontece? Como pode existir um esquema tão bem arquitetado que faça com que o mercado funcione dessa maneira permitindo-nos encontrar tudo o que nós desejamos a qualquer hora?

E vejam que o que você precisa diariamente está bem ao seu lado! Padarias, supermercados, quitandas e bares.

A resposta não é tão complicada. O mercado já possui de antemão todas as necessidades de um ser humano que, por incrível que pareça, permanecem as mesmas desde que nos tornamos Homo-Sapiens.

Vejam, temos a necessidade de fome, sede, amor, musica, rituais, transporte, comunicação, relacionamentos, moradia, vestimentas, higiene, aparências, raízes, identidade, nacionalidade, status, distinção, fazer parte de grupos, comunidades e formarmos a nossa própria prole. Há vários séculos, principalmente após a antiguidade, escrevemos e aprendemos bastante sobre essas necessidades e é claro como satisfazê-las.

Notem como as nossas necessidades não mudam, o que muda é a forma como o conhecimento nos permitiu avançar no suprimento destas necessidades, permitindo-nos desejar de várias formas o atendimento de uma mesma necessidade. Inclusive li recentemente que atualmente estão nos vendendo a idéia de consumirmos e aceitarmos uma alimentação completamente errada e desbalanceada. Ao suprirmos nossa necessidade de alimentação, suprimos com alimentos rápidos e calóricos. Suprimos nossa necessidade atual de comunicação através dos telefones celulares quando antigamente eram as cartas e os mensageiros.

Mas cuidado, esteja alerta, pois a mídia está fazendo você desejar coisas que você não desejaria normalmente. Carro novo todo ano? Pra que? Roupa nova a cada festa? Por que?

Um dia minha avó me chamou a atenção: “Na minha época de jovem (1935 a 1950) as moças tinham que ser (“cheinhas”) gordinhas. A magra demais era considerada não saudável! As bochechas tinham que ser bem rosadas e a pele bem branquinha!”. E hoje, como é?

A necessidade de ser bonita era a mesma, a forma é que mudou. Cleópatra, a 100 a.C., usava como transporte centenas de escravos, hoje com o automóvel, a Limusine faz este papel, mas a necessidade de status ainda continua.

Poderia discorrer muito a respeito deste assunto, porém o que importa é que o mercado avança em seus produtos e serviços de acordo com a média da necessidade humana e, é claro, os vários anos de marketing de massas fazendo nos acostumar a desejarmos mais ou menos as mesmas coisas, nas mesmas horas e da mesma forma.

O mercado estará sempre antenado nos nossos novos desejos a fim de suprirem nossas antigas necessidades e, para isso, estas empresas estarão sempre tentando se preparar para o futuro, antecipando toda nossa nova procura por novos produtos e serviços mesmo que de uma maneira mais individualizada.

Uma boa semana a todos!

 

Dalton Viesti é consultor de empresas, coordenador de RH e MKT da UniSant’Anna e professor da Trevisan, FAAT e  Universidade São Francisco. Para contribuições ou comentários mande-me uma mensagem



Escrito por Professor Dalton Viesti às 4h15 PM
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Os cursos de Tecnologia em Gestão de Marketing e Recursos Humanos da UniSant'Anna têm um diferencial muito importante no mercado dado a formação de seus professores e de suas atividades profissionais. Estão todos atualizados com as necessidades do mercado e conseguem passar para seus alunos os conceitos que farão a diferença no seu desenvolvimento profissional.

Fazer Marketing parece simples, porém poucas empresas enxergam a necessidade do uso de suas ferramentas visto que são encaradas como custo e querem passar por cima de sua utilização. E para isso assumem (chutam mesmo!) o que o mercado quer. O custos destes chutes acabam sendo bem maior do que fazer uso de suas ferramentas.

Os alunos sabem que nem todos os patrões aceitam utilizar os conceitos de Marketing, mas no curso eles são orientados a como proceder e como buscar as melhores alternativas para superar altos custos e conseguir obter os objetivos da organização com criatividade e inteligência. Como se fossem um "Magaiver", eles buscam atingir os objetivos com os recursos que eles têm em mãos, para conquistarem credibilidade e aí sim, buscar os recursos para fazer a lição de casa com maior competência.

Lembrem-se, equilibrar as necessidades do consumidor e do acionista é o grande desafio do mercado de hoje. Se fizermos mais pro patrão, o cliente nos abandona, e se fizermos mais pro cliente, o patrão nos manda embora.

Um abraço a todos.



Escrito por Professor Dalton Viesti às 11h58 PM
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ENGRAÇADO COMO PARECE QUE SABEMOS MARKETING POR INTUIÇÃO E QUE ESTA PROFISSÃO É TENTATIVA E ERRO! LEDO ENGANO MEUS CAROS.

CUIDADO POIS FALAR DE MARKETING E SABER EXATAMENTE O QUE É, PRECISA DE MUITO CONCEITO E UMA BOA DOSE DE EXPERIÊNCIA. VEJA, SE MARKETING É ATENDER OS DESEJOS DO CONSUMIDOR E ISSO BASTA, ENTÃO PORQUE QUE A COCA-COLA, MACDONALD'S CONQUISTOU VOCÊ. QUAIS FORAM OS DESEJOS E NECESSIDADES QUE ESTAS EMPRESAS ENXERGARAM, QUE AS OUTRAS NÃO CONSEGUIRAM? PORQUE A PEPSI É TÃO BOA, MAS A COCA-COLA É QUEM LEVA O CLIENTE? MARKETING É BUSINESS!



Escrito por Professor Dalton Viesti às 10h11 PM
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VALOR PARA O CONSUMIDOR. É FACIL OBTER ESTA INFORMAÇÃO?

 

Outro dia um colega dizia: Quando vou comprar algo, parece que o dono do produto está vendendo a maior relíquia, quando eu vou vender ninguém valoriza o meu produto!

Imagine você vendendo o relógio de bolso, aquele de estimação que já está na família há muitos anos, de seu bisavô. Este relógio vale tanto para você quanto vale para seu cliente? Duvido!

Isto é na verdade um problema de valor! Quando vendemos algo quem deve valorizar é o seu cliente. Talvez valha para o cliente o quanto vale uma velharia qualquer para você, pois ele não valoriza nada antigo. O conceito de posse, nesse relógio, para seu cliente é diferente do que é para você.

O conceito de posse mudou muito nos últimos anos. Antigamente o importante era termos e mostrar que tínhamos. Os copos, por exemplo, eram de cristal e ficavam em exposição em um móvel no meio da sala chamado de cristaleira. Porém nós experimentamos, nestes últimos anos, um período de aumento dos descartáveis. Os copos descartáveis eram difíceis de ser jogados fora. Às vezes caíamos na tentação de lavá-los e reaproveitá-los. Mas logo nos acostumamos e passamos a não ter mais problemas em descartá-los sem dor na consciência.

Veja que deixamos de valorizar a posse para valorizarmos o descartável. Hoje, em festas, dizemos: Já pensou se tivéssemos que lavar todos esses copos?

Prezados leitores a primeira coisa que devemos saber antes de vender algo é o que nosso cliente realmente valoriza nos produtos que vendemos. Por que ele os compra? Por que ele escolhe A ao invés de B?

Um garotinho no farol, aqui em São Paulo chamado de flanelinha, desenvolveu muito bem esse forma de lhe oferecer valor. Ele chega e lhe oferece primeiramente: Tio, 2 chocolates por 5 reais! E você diz: Não obrigado. E ele dispara: 3 por 5, 4 por 5, 5 por 5...! Ele esta melhorando sua relação custo x benefício, até você comprar ou ele esbarrar no limite de seu lucro.

Negociar é a arte de oferecer o valor que o cliente busca e captar o valor que você deseja obter. Porém capturar este valor significa entender quais são os mecanismos que seus clientes usam para valorizar seu produto.

-   Quanto vale seu produto?

Segure a tentação de responder esta pergunta! Quem deve respondê-la é seu cliente. O seu papel é avaliar se o que seu cliente valoriza está ou não perto do que você considerou razoável, e qual foi o mecanismo que ele utilizou para valorizar este produto.

Uma cerveja no bar da esquina valeria a mesma coisa, para você, do que se ela fosse tomada num hotel de luxo? Se não, por que?

Caro leitor, o importante é saber obter dos nossos clientes o que eles realmente valorizam em nossos produtos.

Conversar com eles, saber seus anseios e dúvidas sobre seu produto, passar credibilidade ao consumidor para que tenha tranqüilidade ao comprar o produto de suas mãos e oferecer realmente aquilo que ele quer é a verdadeira arma para que possamos ter foco no oferecimento de valor ao nosso cliente. Não deixe para amanhã!

Uma boa semana a todos!

 

 

Dalton Viesti é gerente comercial da Wisewood Soluções Ecológicas S.A e professor de Administração.

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Escrito por Professor Dalton Viesti às 3h48 PM
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LEITURA, CONHECIMENTO E BOM PLANEJAMENTO: AS ARMAS DO ADMINISTRADOR!

 

Muitos se perguntam, o quê e por que devo aprender sobre negócios?

Por muitos anos o ensino oficial de administração tem sido apenas para poucos privilegiados com condições financeiras de estudar por longos períodos de tempo, comprar livros caríssimos - na época a maioria desses livros eram importados - e abrir mão de trabalhar e ganhar seu salário para dedicarem-se aos estudos. Com isso o estudo e a leitura tornaram-se algo inacessível ao brasileiro comum que, para sobreviver, aprendeu com a cara e a coragem a maioria das técnicas de negócios conhecidas até hoje.

Mas o mercado mudou, pois a partir dos anos 80, com as novas tecnologias e as grandes quebras de paradigmas, começou-se a exigir conhecimento prévio dos seus futuros colaboradores e isso acabou virando uma obrigação.

Por isso, em negócios, tornou-se importante aprender o que já foi feito de certo e de errado ao longo dos anos (não reinventar a roda!) e principalmente quais são os novos conhecimentos e técnicas para podermos enxergar as novas tendências que estarão comandando o mercado no futuro.

Quando o assunto é leitura e conhecimento uma passagem que sempre me vem à mente e uso freqüentemente como exemplo, é a seguinte:

“Com apenas uma semana de trabalho, sem experiência e com 19 anos de idade, tive a oportunidade de participar de uma reunião entre o Gerente Comercial e o Superintendente da empresa em que trabalhava. O motivo do encontro era saber: Qual seria o efeito nas nossas vendas de tratores agrícolas com a troca do ministro da Agricultura? Para mim aquilo seria uma grande brincadeira de adivinhação, mas para meu espanto, o Gerente, entre informações de quem era o novo ministro, onde o futuro ministro tinha estudado, sua linha política, o efeito de suas idéias na política nacional e o que ele faria com os projetos agrícolas pré-aprovados, acabou respondendo a pergunta. Daquele dia em diante, eu nunca mais deixei de ler e aprender sobre assuntos de interesse da empresa que eu trabalho e de meu país dada à importância disso para o planejamento das nossas atividades”.

Esta pequena passagem demonstra que é muito importante que o bom administrador desenvolva seu raciocínio sobre quais são os pontos mais importantes e relevantes para a resolução dos problemas de sua empresa e planejar bem suas atividades. Para isso: ler, aprender e ter conhecimentos gerais deverá ser sempre a sua obsessão.

Leia mais, discuta mais, participe da construção do futuro de seu país e de seu negócio, não deixe nas mãos de outros o que precisa ser feito por você.

Peter Drucker, um dos mais respeitados gurus da administração diz que: “Planejar é prever os impactos futuros das decisões presentes”.

Para isso, aprender e planejar bem são as grandes armas dos administradores para poderem entender qual futuro estarão construindo para sua empresa e para a nação com as decisões que estão tomando hoje.

E não se preocupe, o hábito da leitura acontece da mesma forma como nos habituamos a escovar os dentes, tomar banho ou acordar cedo, é difícil no começo, mas quando o adquirimos não mais ficamos sem eles.

 

Dalton Viesti é gerente comercial da Wisewood Soluções Ecológicas S.A e professor da Universidade São Francisco e UniSant’Anna

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Escrito por Professor Dalton Viesti às 1h55 PM
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